MAIS REAL QUE FOTOGRAFIA: ARTE HIPER-REALISTA

Muitos ilustradores, artistas, fotógrafos e amantes do design, tem um certo fascínio pela arte e pintura realistas. Por isso, faremos uma série com 3 posts sobre o tema, mostrando o total de 15 artistas incríveis, revelando seus conceitos e técnicas de ilustração. Confira a primeira parte:

Fotografia? Não.

 

O hiper-realismo é derivado do fotorrealismo, e teve sua origem na segunda metade do século XX. Como o próprio nome indica, o realismo é levado ao extremo, ou seja, acrescentam-se muitos detalhes às obras de pintura, desenho ou escultura, para que esse se aproxime o máximo possível da realidade.

 

Os hiper-realistas utilizam-se das cargas sociais ou emocionais de suas obras, contextualizando-as de modo a criar narrativas singular e cheias de poesia.

 

É importante notar o componente paradoxal do hiper-realismo: apesar das obras aproximarem-se da realidade a ponto de serem quase idênticos, não são a realidade. Esse simulação de realidade cria a ilusão de uma nova realidade, mais complexa e, principalmente, mais subjetiva.

 

Roberto Bernardi: impessoalidade fria

 

O italiano Roberto Bernardi é tão real que podemos quase sentir a temperatura dos objetos que retrata. O artista, que começou a pintar telas com menos de 10 anos de idade, hoje domina o hiper-realismo. Suas obras mostram cenas da vida cotidiana de forma crítica, exibindo com impessoalidade e frieza a forma automatizada como vivemos.

 

Alyssa Monks: quando o realismo descontrói a si mesmo

"Quando comecei a pintar o corpo humano, me tornei tão obcecada com ele que precisava do máximo de realismo possível. Persegui realismo até que chegou a um extremo, e começou a desconstruir a si mesmo", explica Alyssa Monks, pintora de Nova Jérsei de 35 anos. "Estou explorando a possibilidade e potencial de representação, onde a pintura figurativa e abstrata encontram-se, onde coexistem."

 

E como fazer o abstrato e o hiper-realismo coexistirem? Alyssa utiliza-se de "filtros" que insere em suas pinturas – como a presença de água, vidro, vapor – que distorcem as figuras que representa.

 

Juan Francisco Casas: só caneta Bic

 

Quem nunca rabiscou com uma caneta Bic? O espanhol Juan Francisco Casas, de 34 anos, cria desenhos tão realistas usando apenas as famosas canetas que parecem fotografias.

 

Tudo começou há seis anos, quando Casas começou a desenhar seus amigos divertindo-se. Um ano depois, o artista decidiu enviar um dos seus desenhos a uma competição nacional de arte – apesar de achar que os jurados, provavelmente, achariam que aquilo era piada. Ele levou o segundo lugar.

 

Seus trabalhos incríveis, alguns com vários metros de altura, consomem 14 canetas esferográficas cada, e podem levar até duas semanas para ficar prontos.

 

Gottfried Helnwein: verdades perturbadoras

 

Um dos mais famosos artistas hiper-realistas é o austríaco Gottfried Helnwein. Seus trabalhos geralmente são perturbadores, sensação que ganha ainda mais força pelo realismo chocante. Alguns temas recorrentes em seus trabalhos são a infância e a perda da inocência, mas o artista também fez diversos autoretratos hiper-realistas, além de vez ou outra, trabalhar com performances e instalações.

 

Henrik Aarrestad Uldalen: sonhos em realidade

 

É difícil acreditar que o norueguês Henrik Aarrestad Uldalen seja um autodidata. Ele cria obras hiper-realistas envoltas em uma aura mística, que remetem aos sonhos. As figuras desenhadas podem estar flutuando, voando ou nadando em grandes espaços vazios.


Na próxima semana faremos mais um post com outros cinco incríveis artistas.

Roberto Bernardi: impessoalidade fria
Roberto Bernardi: impessoalidade fria
Roberto Bernardi: impessoalidade fria
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Roberto Bernardi: impessoalidade fria
Alyssa Monks: quando o realismo descontrói a si mesmo
Alyssa Monks: quando o realismo descontrói a si mesmo
Alyssa Monks: quando o realismo descontrói a si mesmo
Alyssa Monks: quando o realismo descontrói a si mesmo
Juan Francisco Casas: só caneta Bic
Juan Francisco Casas: só caneta Bic
Juan Francisco Casas: só caneta Bic
Juan Francisco Casas: só caneta Bic
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Juan Francisco Casas: só caneta Bic
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Gottfried Helnwein: verdades perturbadoras
Gottfried Helnwein: verdades perturbadoras
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Henrik Aarrestad Uldalen: sonhos em realidade
Henrik Aarrestad Uldalen: sonhos em realidade
Henrik Aarrestad Uldalen: sonhos em realidade
Henrik Aarrestad Uldalen: sonhos em realidade
Henrik Aarrestad Uldalen: sonhos em realidade
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